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Tuesday, February 20, 2007

The Doors of Perception

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

The Doors of Perception (As portas da percepção, em português) é um livro de 1954, escrito por Aldous Huxley, onde o autor pormenoriza as suas experiências alucinatórias quando tomou mescalina. O título provém de uma citação de William Blake:

"If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite."
"Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito."

Baseado nesta citação, Huxley assume que o cérebro humano filtra a realidade de modo a não permitir a passagem de todas as impressões e imagens que existem efectivamente. Se isso acontecesse, o processamento de tal quantidade de informação seria simplesmente insuportável. De acordo com esta visão das coisas, as drogas poderiam reduzir esse processo de filtragem, ou "abrir as portas da percepção", como é dito metaforicamente. Com o intuito de verificar esta teoria, Huxley começou a tomar mescalina e a descrever os seus pensamentos e sentimentos sob o efeito da droga. A sua principal impressão será a de que os objectos do nosso quotidiano perdem a sua funcionalidade, passando a existir "por si mesmos". O espaço e as dimensões tornam-se irrelevantes, parecendo que a percepção se alarga de uma forma espantosa e mesmo humilhante já que o ser humano se apercebe da sua incapacidade para fazer face a tantas impressões. Além de drogas como a mescalina, o LSD, a psilocibina, etc, outras formas citadas para se abrir as portas da percepção seriam:

Huxley explica que uma das razões porque as portas da percepção normalmente ficam semi-cerradas seria para a própria proteção do indivíduo, que de outra forma se distrairia com a enxurrada de estímulos desnecessários para a sobrevivência.

Esse livro foi a fonte de inspiração para o nome da banda The Doors, que por sinal apresenta uma obra com características semelhantes ao do livro, quebra de paradigmas, oposição a normas e costumes vigentes e uso de drogas.

 

Thursday, February 08, 2007

Biblioteca Britânica

A galeria virtual da British Library continua a acumular verdadeiros tesouros. Um manuscrito de Leonardo da Vinci, um bloco de notas de William Blake e um diário musical de Mozart são as últimas novidades disponíveis nas suas prateleiras.

Folhear as páginas dos tesouros literários que estão sob a guarda da British Library era algo que, até recentemente, não estava ao alcance de qualquer um. Apenas investigadores de renome podiam tactear, por exemplo, os desenhos sobre mecânica de Leonardo da Vinci, registados num dos seus cadernos de notas. Este e outros tesouros estão já à disposição de todos os interessados na galeria online desta instituição.

British Library

Esta secção da página não é nova mas continua a enriquecer o seu espólio, contando já com 16 volumes históricos.

Um manuscrito de Leonardo da Vinci, um bloco de notas com poemas famosos de William Blake e um diário musical de Mozart são as últimas novidades.

William Blake (1757-1827), poeta, pintor, tipógrafo e místico, esborratou várias páginas de um caderno com dezenas de versos até chegar à versão final de um dos seus poemas mais famosos, "The Tyger".

Simultaneamente, nas entrelinhas, desenhava esboços de ilustrações para "O Paraíso Perdido", de John Milton.

Ao folhear o seu caderno na galeria online da biblioteca pode ainda espreitar-se (com a ajuda de uma lente) as suas constantes correcções aos versos dos poemários "Songs of Innocence" e "Songs of Experience", e ouvir recitar poemas como "London" ou, o já mencionado, "The Tyger".

A outra "jóia da coroa", um manuscrito de Leonardo da Vinci, é uma compilação que mistura breves tratados, anotações e desenhos sobre mecânica, arquitectura e urbanismo, datada de 1508, que abarca quase toda a carreira deste génio dos sete ofícios.

Os textos, escritos da direita para a esquerda, já que Leonardo era canhoto, podem ler-se com a ajuda de uma lente incorporada que inverte o sentido das letras.

Já o catálogo temático de Mozart regista composições criadas pelo compositor entre 1784 e 1791 (os seus últimos sete anos de vida).

O documento testemunhou um período difícil durante o qual o compositor teve que enfrentar problemas financeiros, tragédias familiares e a frustração de não conseguir um trabalho na corte.

O manuscrito agrega contudo algumas das suas partituras mais conhecidas, entre as quais cinco óperas, sonatas para piano e as últimas três grandes sinfonias.

É ainda possível escutar excertos de "A Flauta Mágica", "As Bodas de Fígaro" e de "O Barbeiro de Sevilha".

Para consultar estas e outras obras é necessário fazer o download do software Turning the Pages, o que não demora muito tempo e lhe assegura uma experiência de navegação mais real.

 

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Sunday, November 12, 2006

Perfume


Finalmente estreou um filme que há muito esperava. O Perfume. Fui ver hoje e .... está muito bom.
É daqueles filmes que nos envolve, que nos transportam no tempo. Uma outra realidade, cultura e história.

Basicamente a história do filme é sobre o fabrico do perfume perfeito. Parece pouco para um tema de filme? Quem leu o livro, como eu sabe que não. Tem acção, história, amor, violência, arte, moral...e mortes. Quase todas as personagens morrem.

Para quem quer um conselho, leiam o livro. 3 ou 4 dias chegam, é mesmo envolvente. Depois vejam o filme.


Para quem não quer ter esse trabalho, que vá ao cinema. Ah podem o trailer aqui.

systemd-timesyncd

sudo apt update && sudo apt install systemd-timesyncd && sudo systemctl enable --now systemd-timesyncd